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Mabel lidera transformação histórica da Comurg com economia de R$2,6 bilhões

Reestruturação da Companhia garantiu redução de dívidas, custos operacionais, e reconhecimento do Tribunal de Contas do Município na independência financeira em relação à Prefeitura de Goiânia

por Redação Aqui é Goiás
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O prefeito Sandro Mabel apresentou, nesta sexta-feira (16/1), os resultados das ações de uma administração comprometida em restabelecer a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), que teve sua independência financeira em relação à Prefeitura de Goiânia reconhecida pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e a redução de R$2,6 bilhões em dívidas. Em 2025, a primeira fase da Nova Comurg foi marcada pela maior negociação fiscal da história da Companhia, com a diminuição da dívida federal junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que caiu de R$ 2,27 bilhões para R$ 312 milhões, uma redução superior a 86% do valor devido.

Neste período também ocorreu uma forte redução do custo operacional, expansão da carteira de clientes, nova governança corporativa e enxugamento de pessoal. “Essa primeira fase nos dá uma satisfação grande, é uma economia de mais de R$ 2,6 bilhões que seriam tirados do contribuinte, dos cofres públicos, fora a redução do custo mensal que gira em torno de R$ 20 milhões”, detalhou o prefeito, ao anunciar que, a Companhia tornou-se superavitária.

Mabel avaliou que os resultados foram obtidos a partir de um diagnóstico da empresa, com uma gestão organizada para eficiência operacional e financeira da Companhia. “Foi uma virada difícil, a Comurg era sinônimo de corrupção, confusão e má gestão. Foram momentos que exigiram decisões com coragem, que pegamos firmes e fomos fazendo”, explicou o prefeito. “Agora, começa a fase de ajustes finos da nova Comurg, que vão permitir avançar em sustentabilidade e economia”.

A economia da administração municipal com custos operacionais da Companhia alcançou R$189 milhões em 2025. O número de diretorias de 9 para 4, e o quadro de lideranças baixou de 639 para 217. Também foram feitos 1.187 desligamentos entre comissionados e aposentados. “A reestruturação do quadro de pessoal promoveu uma redução de R$14 milhões por mês no custo da folha. Pegamos uma folha de R$41 milhões, em dezembro de 2024, e o valor caiu para R$27 milhões em dezembro de 2025”, detalhou Mabel. O prefeito também explicou que a economia engloba a locação de máquinas e equipamentos, manutenção de veículos e contratos para a prestação de serviços.

Outro avanço apresentado por Mabel foi a atuação preventiva do departamento jurídico na identificação de indícios de fraudes processuais. Segundo o prefeito, a gestão rompeu o histórico de desvios de conduta na Companhia, e identificou 76 ações trabalhistas irregulares e adotou medidas junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No âmbito administrativo, há 41 Procedimentos Administrativos Disciplinares sendo avaliados.

Nova Comurg
Em 2026, segue em andamento a segunda fase da reestruturação interna, novo acordo coletivo e sustentabilidade econômica, redimensionamento organizacional realizado com a Fundação Dom Cabral (FDC). Também ocorre a consolidação do portfólio de serviços investimentos em modernização, além de novos maquinários e consolidação do compliance institucional.

Todas as medidas adotadas ao longo de 2025 foram apresentadas ao Tribunal de Contas do Município (TCM), que decidiu, na última terça-feira (14/1), reverter de forma provisória a decisão proferida em abril de 2024 e restabelecer a independência financeira da Comurg em relação à Prefeitura de Goiânia. “O presidente e os conselheiros levaram em conta os resultados alcançados ao longo do último ano. Apresentamos números que não eram entregues há muitos anos, isso mostrou que a gestão trabalha com eficiência e seriedade”, concluiu Mabel.

De acordo com o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos, com os avanços alcançados, a liquidação da empresa foi descartada. “O futuro da Companhia é crescer, é vender mais serviços para outros clientes e abrir o capital da empresa para o mercado”.

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